Presidenciáveis. Ou não.
Presidenciais - o tema político do momento. Não estou a contar com a Ota e o TGV porque as decisões sobre esses assuntos já foram tomadas e habilmente introduzidas durante o "intenso" debate sobre quem será o melhor presidente para Portugal.
Um eleitor, uma opinão.
Nota: a ordem por que aparecem os candidatos foi sorteada. Mas claro, fiz batota colocando umas bolas vermelhas mais frias que as outras e tirando "ao acaso".
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Soares -- Político hábil, já deu muito ao país. Por que não gozar o merecido descanso? Acusa Cavaco de estar calado e Alegre de ter uma candidatura confusa, mas ainda não disse nada de importante e o pouco que disse não se percebeu.
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Louçã -- Directo, incisivo. De olhos nos olhos maneja as palavras como o Zorro maneja a espada. Quer seja para o Parlamento Europeu, as Legislativas ou as Presidenciais, o discurso é sempre o mesmo. Não usa gravata mas já gerou uma vida.
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Cavaco -- O homem que nunca tem dúvidas e raramente se engana voltou. Desenganem-se os adeptos do FCP, não, não é o José Mourinho quem regressou. Foi o Professor. Antigo PM - muitos fundos europeus, muitas auto-estradas e muito novo-riquismo. De nariz torto, cara sisuda e sem mexer o lábio superior afirma "lá em casa todes me acham divertide."
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Alegre -- tem uma visão global mas não sabe muito sobre nada. É directo e honesto. "A democracia não se esgota nos partidos" e a sua candidatura é "um acto de civismo", pois a ele ninguém o cala. É um poeta, cão como nós.
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Jerónimo -- admiro-o. Teve poucas oportunidades. Foi metalúrgico. Teve vontade e força para aprender mais. Candidata-se sempre, tal como Louçã, e sempre "pelos trabalhadores e pelo povo português". (Dah!? E q tal subir para cima ou descer para baixo?). É um excelente dançarino.
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Ai Portugal, Portugal, de que é que tu estás à espera?
Do D. Sebastião? Não chegará nunca. E não é saudável viver com o Velho do Restelo. Detesto a choraminguice da crise. Gosto de pensar que somos um país de poetas e de navegadores. E o que têm os poetas e os navegadores em comum? Os sonhos.
Precisamos de um novo Portugal com novos poetas e novos navegadores. Novos poetas (visionários) que saibam motivar e fazer os outros acreditar nos sonhos e novos navegadores (empreendedores) que deitem mãos à obra e vão à procura de realizar esses sonhos.
John F. Kennedy - que foi presidente, mas não nosso - disse uma vez "Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês, mas sim o que podem fazer pelo vosso país".
Ai Portugal, Portugal, o que poderei fazer por ti?

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